quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Seios, Rio de Janeiro e despedida

Em algum  ano dos 90, fui até o rio de janeiro com meu pai. Vi o calçadão, o sol batia na areia e tornava tudo claro e feliz, me lembro de ter acordado cedo nesse dia eu era bem criança, mesmo assim fui acompanhá-lo em uma de suas viagens periódicas. Aquilo foi tão legal e bonito, me lembro do sol saindo por de trás das montanhas enquanto descíamos a serra em direção ao Rio de Janeiro. Não me lembro da loja e nem mais detalhes, só tenho essas vagas lembranças desse dia.

Há pouco me recordei da caixa da lotérica aonde pago as contas, e sinceramente, ela é muito linda. Magrinha, pinta os cabelos de dourado, tem um leve problema de dicção, nada que diminua sua beleza, seios pequenos, pouco maiores que peras. Como eu queria apertá-los. 

Começou a chover agora, recordei de várias coisas. Uma que eu não gosto de quartas-feiras, é um dia onde sinto o clima pesado. Sei lá. E outra, porque choveu no dia em que meu Pai morreu, era uma quinta-feira, eu me lembro que ficou bastante tempo sem chover, justo no dia em que ele partiu a chuva veio. Eu olhava triste para o portão ainda tentando assimilar que ele não iria mais voltar. Entrei em choque, não conseguia nem chorar. A medida em que o tempo passa acho que a dor ameniza, mas ainda dói.

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