terça-feira, 24 de novembro de 2015

De quando eu quis morrer

Dias depois que meu Pai morreu, eu considerei seriamente o suicídio, pois imaginei que a situação iria apertar muito mais do que apertou. E meu irmão veio com um papo deu tentar algum trabalho em supermercado, supermercado é o caralho, eu sou músico, se tiver que trabalhar com algo vai ser com isso. É claro que se não tiver escolha trabalharei com o que aparecer e eu julgar honesto. Mas naquela hora aquilo foi bem foda. Quer saber? Eles (família, especificamente Mãe) já me privaram de tantas coisas me aturar mais um pouco enquanto me resolvo é só um extra, ao meu entender.

Eu fiquei tão desolado naqueles dias de Fevereiro de dois e quatorze. Tentei falar com o Marquinhos, irmão de um professor meu, que tem um estúdio. Queria trabalhar pra ele. Não o encontrei, daí desisti da ideia. Não consegui chorar quando recebi a noticia de que ele tinha partido, faltei no velório e no enterro. Só vim a chorar dias depois quando fui cobrado e percebi que irmão, por melhor que seja, não é Pai. Foram dias confusos, em momentos desoladores, me lembrei de quando estudava na pré-escola e ele, o Pai, ficava bastante ausente, as tardes daqueles dias eram silenciosas e me faziam recordar desse tempo em que ele ficava distante com trabalho e nós não tínhamos tanto contato.

Fato é que em determinado momento eu separei uma corda e pensei em me enforcar, caso tudo piorasse ainda mais... Poxa, mas que merda, justo eu que sou progressista e acredito na vida ter um pensamento desse nível. Na sequencia desisti. Logo comecei a me expor cantando em fóruns, a música é um dos faróis que ainda me prendem na realidade. É claro que nem tudo são flores, depois conheci a garota dos fóruns, e com ela perdi brincando uns 3 meses. Esse fim de semana falei com o um colega do fórum. Ele é estranho, dá umas tiradas às vezes, acho que é melhor continuar o evitando. Também, vi fotos da Deko, uma outra conhecida dos fóruns, ela é bonita, mas é racista e tem simpatia pelo nazismo, então, não sei o que pensar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário