quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A primeira vez que conheci a maldade fora do ambiente familiar.

O ano era entre 1992 e 1993. Todos os dias antes de ir para a escola jogava no Master System um jogo chamado Altered Beast. Havia ficado impressionado com um homem que se transformava em uma espécie de lobo. Meus dotes artísticos já começavam a se manifestar nessa época. Fiquei tão impressionado com sua transformação que comecei a desenhá-lo.

Entre esses anos eu estava na segunda série do ensino básico, hoje terceiro ano. Nisso resolvi desenhar o temido lobo no cantinho da página do meu caderno de português. Nisso, quando estava terminando de desenhar, eis que surge a famigerada professora da matéria. Aquele desenho de lobo no cantinho da pauta azul do caderno junto ao meu desinteresse por sua aula despertou nela gatilhos terríveis.

Ela arrancou a folha do meu caderno, onde além do desenho havia também parte da matéria que já tinha copiado, amassou e jogou no lixo. Eu fiquei em silêncio enquanto a classe toda ria. Considero esse evento um divisor de águas na minha vida. Foi ali que eu tomei contato com a maldade de terceiros que não eram da família. Apanhar de mãe? Ok, estamos nos anos 90. Agora isso? Que porra foi essa?

Depois disso na sexta série, para fugir dos bulinadores, me tornei um aluno zoeira. Muito por conta desse evento. Eu tinha e tenho um ódio, uma mágoa e um ressentimento de professores justamente por apenas um evento específico que aconteceu, obviamente, esse não foi o único nesse colégio, que aliás, era particular um dos melhores da cidade. Na época meu pai ainda estava montado na grana. Tal constrangimento eu não viveria depois em colégios públicos.

De forma que nesse haveriam ainda outros dois eventos vexatórios que relato outro dia.

quarta-feira, 1 de março de 2023

Assombração

 A solidão eu até aguento. Mas sabe o que me assombra? Não ter alguém para dizer sacanagens, desvendar os mistérios do corpo. Gozar na cara e depois na frente dos outros fingir que nada aconteceu. Urinar na boca e na sequência beijar sem nojo. Eu queria uma parceira que gostasse de apanhar e de bater também, por que não? Que gostasse de dizer e ouvir sacanagens, que mordesse os meus mamilos, que me amasse. É isso que me tortura e passa pela minha cabeça todo dia antes de dormir.

terça-feira, 5 de julho de 2022

É porque eu preciso de uma mulher em minha vida.

Hoje fui ao supermercado de noite. E estava super movimentado. Não apenas por ser próximo às 19:30, mas também por ser começo de mês. Foi uma verdadeira briga para escolher em qual caixa eu passaria. Escolhi um que tinha uma moça baixinha com uma blusa de lã. De primeiro eu não a achei bonita, nem mesmo gostosa. Apenas normal. Nem bonita e nem feia. Mediana. Acontece que ela me pediu para guardar lugar já que ela havia esquecido de pegar algumas coisas. No que ela falou comigo, na minha mente um portal se abriu. Eu atualmente normalmente  não converso com mulheres além da minha mãe e às vezes com as caixas das padarias lojinhas do bairro. Voltando ao portal que se abriu, já comecei a vê-la de outra forma. Quando ela voltou eu estava lá cuidando da cestinha dela. E quando ela abriu a geladeira para pegar um refresco antes de finalizar a compra eu segurei a portinha para ela.  Essa micro interação que tive com ela fez com que eu sentisse como se pudesse ser mais completo. Talvez seja delírio da minha parte, mas o que houve ali foi muito bom. Gostaria de sentir isso mais vezes.

sábado, 14 de maio de 2022

 Com amor, perguntei se ela amava o mar? 

Com humor, ela me respondeu que sim.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Sem dinheiro você vale menos que merda

 Me senti um verdadeiro lixo humano quando a psicóloga online disse que me atenderia por 80 reais a consulta. Acontece que sou NEET e não tenho esse dinheiro. Foda, foda, foda, foda...