domingo, 15 de novembro de 2015

Analfabeto-bilíngue

Com quase trinta anos, morando na casa dos pais, sem nenhuma grande conquista pessoal, esse sou eu. Apanhei muito durante a infância, não o suficiente segundo minha mãe, mas olhando agora, após essas 29 voltas em torno do sol. Sabe o que dói mais? O fato dela não ter me deixado namorar na adolescência. Penso que isso me deixou travado nessa zona de conforto onde estou. Me lembro de um tempo em que forcei a barra pra ver se ela me deixava ter uma namorada, não uma ficante, eu disse; namorada. Ela nem tchum. Me lembre que eramos bastante católicos no começo de 2000 e então eu lia um livro de um professor católico que dava aconselhamentos de como deveria ser o namoro. Pfu... Não me serviu de muita coisa, não.

Embora, um tempo depois eu vim a ficar com uma garota. O nome dela era Ana, eu e meus colegas de classe chamávamos ela de Aninha. Deus, como eu tremia no primeiro beijo. Não sei o que ela viu em mim. O fato é que naquela semana há 11 anos atrás eu estava tentando algo com Iziane, uma baiana que tinha se mudado para o interior de São Paulo para estudar, daí nós ficamos muito amigos e e com ela eu caí em friendzone fodamente. Mas voltando a Aninha: eu achei o beijo uma coisa tão esquisita, sei lá, foi estranho. Ela cuidava de uma senhora depois do horário das aulas, então nós combinamos através da Tâmata, uma amiga em comum, de ficarmos nesse meio tempo na ida dela da escola até o seu trabalho.

Tudo feito, nós fomos, conversamos um pouco, mostrei meus desenhos para ela e quando chegou próximo a casa onde trabalhava ela me puxou e me deu um beijo de língua. Coração disparou, senti ele batendo na garganta, a língua dela enroscando na minha foi estranhamente bom. Ela beijava bem, eu acho. Isso foi numa quarta-feira. Repetimos a dose na quinta, mas aí eu já estava mais confiante. E ela me ensinou como beijar, e também me mostrou o que significava quando o homem queria mais, qual sinal deveria ser dado, pra isso deveria beijar o pescoço. Me lembro que nos últimos momentos desse dia eu já estava tão assanhadinho que já sentia a alça do sutiã dela. E ela sabiamente baixou minha mão a colocando na cintura da mesma. Vendo hoje, eu deveria ter descido e não subido, passar a mão na bunda dela seria a coisa mais sábia a se fazer naquele momento.

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